Oposição questiona serviços de propaganda do governo
Não fosse o discurso do vereador Dejair Machado (PSD), a sessão desta terça-feira (7) da Câmara Municipal de Brusque, a primeira do ano, teria sido recheada de monotonia. Na retomada dos trabalhos, ele partiu com tudo para cima do governo, apontando o que chama de irregularidades na secretaria de Comunicação Social da prefeitura.
O banner pendurado na ponte Irineu Bornhausen (estaiada) e valores destinados pelo orçamento do município à pasta, foram novamente alvo das criticas feitas pelo vereador. Sobre o banner, Dejair citou material veiculado em um jornal local que aponta ter o mesmo custado em torno de R$ 20 mil, quando, de acordo com o legislador, haveria no mercado produto semelhante com preço abaixo de R$ 4 mil.
Ele levantou, ainda durante o discurso, suspeitas sobre a empresa que presta serviços de publicidade à prefeitura e que foi a vencedora do processo licitatório para esse fim. "Uma empresa que gere um orçamento de R$ 2 milhões não tem nem sede. Funciona dentro da prefeitura", esbravejou o pesedista, citando ainda o caso de uma empresa que, segundo ele, estaria instalada onde funciona uma creche, atua no ramo de prestação de serviços diversos e foi paga para fazer divulgação de material do governo.
Outro ponto citado nas criticas do oposicionista diz respeito ao trabalho feito por funcionários da unidade de Saúde do bairro São Luiz. Segundo ele, os mesmos estariam indo de casa em casa fazer levantamento sobre a situação da Saúde na comunidade. Dejair classificou a ação como sendo uma forma de "propaganda do governo".
O líder do governo na Câmara, Valmir Ludvig (PT), rebateu Dejair ao pedir que ele fizesse um levantamento do valor gasto em publicidade pelo governo anterior. "Está documentado. Vocês gastaram até mais que nós", citou o petista em aparte, rebatendo ainda as colocações sobre a atuação dos funciuonários do posto de Saúde. "Qual o problema em se fazer pesquisa, se quer saber como está andando o serviço?", frisou Valmir.


